Parte do Tríduo Pascal, a Sexta-feira Santa tem caráter de oração e reflexão para os seguidores do catolicismo.
Chegamos na Sexta-feira Santa, 3 de abril. Feriado nacional e dia de reunião familiar para milhões de brasileiros. Mas, o que torna a data especial aconteceu há 1.993 anos: a crucificação e morte de Jesus Cristo.
O momento foi registrado no atual território de Israel, na antiga Jerusalém, onde, segundo a tradição cristã, Jesus carregou uma cruz até o Calvário, foi crucificado e morto após ter sido condenado por Pôncio Pilatos, o governador romano da Judeia. O Filho de Deus sacrificou-se para o perdão dos pecados da humanidade.
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, disse Jesus Cristo. A frase foi registrada no livro bíblico de Lucas 23:34.
A data móvel da Sexta-feira Santa, componente do calendário litúrgico dos cristãos, é determinada com base no calendário lunar. Como regra geral, a Páscoa cristã deve ocorrer no primeiro domingo após a primeira lua cheia, que ocorre após o equinócio de outono (no Hemisfério Sul) e primavera (no Hemisfério Norte). Assim, em 2026, a Paixão de Cristo é celebrada no dia 3 de abril.
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Tradição da Igreja Católica na Sexta-feira Santa
Parte do Tríduo Pascal (conjunto de três dias que relembram a paixão, morte e crucificação de Jesus Cristo), a Sexta-feira Santa tem caráter de oração e reflexão para os seguidores do catolicismo.
A reportagem do Acorda Cidade conversou com o frei José Nunes, do Santuário de Santo Antônio dos Capuchinhos, em Feira de Santana. Ele explicou o simbolismo do sacrifício do Filho de Deus na cruz.

Frei José Nunes | Foto: Paulo José/ Acorda Cidade
“Tem um papel espiritual. Cristo que entrega a sua vida sem reservas, que sofre antes de morrer. Nós contemplamos isso nas Vias-Sacras, em que rezamos. Ele sofre e se entrega porque nos ama”, detalhou o religioso sobre a importância do legado de acolhimento e misericórdia deixado pelo Messias.
A Via-Sacra mistura oração, meditação e movimento. Ela representa as 14 estações vivenciadas por Jesus Cristo desde sua condenação até o sepultamento.
“Sempre olhar para a cruz não como o fim, mas como um processo que nos conduz à ressurreição”.
Na Sexta-feira da Paixão, como também é conhecida a data, não é celebrada missa em nenhuma Igreja Católica do mundo. “Todas as celebrações que participamos, mesmo que sejam presididas por um sacerdote, são a celebração da palavra, não têm a consagração das espécies, do pão e do vinho”, enfatizou o frei José Nunes.
O frade aconselha aos fiéis que, apesar das grandes reuniões familiares na Sexta-feira Santa, deve-se evitar comilanças e festas. O dia deve ser de consagração e paz.
“Devemos deixar para o Sábado Santo essa celebração, esperar mais um pouquinho. Deixe para o domingo, celebre com a sua família no Domingo de Páscoa, celebre a ressurreição de Jesus, o nosso Salvador”, concluiu.
A celebração da Paixão e Morte de Cristo será realizada nesta sexta-feira (3), às 17h, no Santuário de Santo Antônio. (Acorda Cidade).
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