Com gol de fúria, Espanha vence a Argentina na prorrogação e é bicampeã do mundo 
  • julho 20, 2026
  • Francisco Tavares
  • 0

Na 20ª finalização espanhola, Ferran Torres fuzila o gol de Dibu e consagra o futebol de domínio total. Inofensiva, Argentina é vice pela quarta vez 

Espanha é bi 

Um gol de fúria. De quem não aguentava mais perder chances. Quando Ferran Torres fuzilou de canhota, o mundo, finalmente, voltou aos pés da Espanha. 

Poderia ter sofrido menos. Foi somente na prorrogação que a Espanha marcou 1 a 0 e venceu a Argentina, no estádio de Nova Jersey, neste domingo, no encerramento da Copa dos EUA, Canadá e México. 

Os argentinos tiveram um expulso no fim do tempo regulamentar. O que só aumentou o domínio espanhol da partida. Foram 19 finalizações até o chutaço de Torres furar o gol de Dibu no segundo tempo da prorrogação. 

A Argentina de Messi ameaçou no fim, mas não chutou a gol em 120 minutos. Termina com o quarto vice-campeonato em Copas. 

Espanha 1 x 0 Argentina | Melhores momentos | Final | Copa do Mundo 2026 

Ferran Torres para comemorar o gol do título (Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach) 

Primeiro tempo 

Em menos de quatro minutos, Lamine Yamal entrou duas vezss na área da Argentina com a bola dominada. A finalização de perna esquerda foi desviada e depois defendida por Dibu. Na outra chance, cruzou fraco. 

Nos primeiros 30 minutos, o jogo de controle da Espanha não foi muito além disso. Paciência e toque de bola, mas pouca contundência. 

Do lado da Argentina, muito pouco também. Messi tentou alcançar uma bola que Unai Simón logo saiu para cortar. Mas a Scaloneta terminou a primeira etapa sem qualquer tentativa de finalização. 

Nos minutos finais da primeira etapa, a melhor versão da Espanha ameaçou em triangulação que terminou com calcanhar de Olmo para Oyarzabal, que bateu de primeira para boa defesa de Dibu. 

Segundo tempo 

Com duas substituições – Otamendi entrou no fim da primeira etapa e Paredes no intervalo (saíram Lisandro Martínez e Nico González) -, a Argentina tentava respirar em vão no início da segunda etapa. Com poucos segundos, Baeana roubou a bola logo e chutou para o gol. 

Scaloni mexeu mais uma vez antes dos 10 minutos de segundo tempo, mas a pressão espanhola não cessava. Olmo chutou com perigo para outra defesa de Dibu. O time de De La Fuente chegou em linda troca de passes duas vezes desde o meio de campo até a área. Otamendi cortou em uma e Montiel em outro lance. Em outra boa subida, Yamal cruzou e Fernan Torres – que substituiu Oyarzabal – cabeceou em cima do goleiro argentino. 

De La Fuente colocou Nico Willian e Merino aos 29 minutos. O jogo continuava de um time só, mas faltava eficiência ao controle total da Espanha – foram 13 finalizações, mas poucas chances claras, daquelas que o coração sai pela boca do torcedor. 

A única chance argentina veio numa rara troca de passes e cruzamento fechado de Simeone, que Unai Simón pegou bem. Nos acréscimos, Enzo Fernández recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Antes da prorrogação, Yamal bateu falta com perigo, mas Dibu espalmou. 

Prorrogação 

Com um a mais, a primeira chance espanhola parou em quase milagre de Dibu. Nico Williams não cabeceou em cheio e perdeu a chance. No lance seguinte, Merino girou na área e Williams marcou na sobra, mas o árbitro anulou. Marcou falta de ataque. 

O drama espanhol aumantou quando Merino perdeu chance incrível, a mais limpa da Espanha, em cruzamento de Nico. 

Mas logo nos primeiros segundos da segunda etapa da prorrogação, depois de 105 minutos de domínio e 19 finalizações, Lamine Yamal cruzou, Nico arrumou e Torres afundou a Argentina para o vice-campeonato. 

O mundo é da Espanha pela segunda vez. E 2030 a Copa é lá. 

Ferran Torres 

Aos 42 seg do 2º tempo da prorrogação – gol de dentro da área de Ferran Torres da Espanha contra a Argentina 

“Hoje o destino estava escrito”, disse o herói da final. O jogador do Barcelona foi alvo de críticas na Copa, perdeu chances, inclusive nesta decisão, mas entrou para o livro da história dos Mundiais. 

Encheu o pé de canhota e deu a segunda estrela a Espanha no seu único gol na Copa do Mundo. 

Ferran Torres comemora gol da Espanha sobre a Argentina na final da Copa do Mundo (Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach) 

Melhor da Copa 

Rodri foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026. Campeão com a Espanha, o volante superou Lionel Messi e Mbappé e levou o troféu de Bola de Ouro da competição. Não é a primeira vez que o volante do Manchester City recebe um prêmio desta magnitude. Ele recebeu o prêmio da Bola de Ouro da revista France Football, em 2024. 

Rodri Espanha x Argentina Copa do Mundo (Foto: Getty Images via AFP) 

A estrela apagou 

Gênio do futebol, Messi sai com o segundo vice-campeonato. A Argentina foi dominada e Messi não conseguiu tirar coelho algum da cartola. No fim, com um a menos e um a zero contra, tentou o último esforço, mas nada mudou. 

O cracaço chega em 2030? Scaloni não duvida, mas é improvável. Mas o futebol agradece. Messi marcou gerações e época no esporte. 

Messi e jogadores argentinos lamentam derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo (Foto: Hannah Mckay/Reuters) 

Até 2030. E vai ser na Espanha… 

A Copa do Mundo de 2030 marca os 100 anos do maior torneio de seleções do planeta. Envolverá três continentes (Europa, África e América do Sul) e terá três sedes princioais: Espanha, Portugal e Marrocos. Mas com jogos inaugurais de Uruguai, Argentina e Paraguai dentro de casa, como parte das festividades. 

A Fifa ainda estuda o formato do torneio. É possível a manutenção das 48 seleções (foram 104 jogos), mas há avaliações para chegar a 64 equipes. 

Grand Stade de Tanger está no final da reforma para Copa de 2030 (Foto: Divulgação / Federação Real Marroquina de Futebol)

Fonte: Reproduzida integralmente do GE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verified by MonsterInsights