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  • julho 20, 2026
  • Francisco Tavares
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Repasses somam R$ 26,5 bilhões até julho, alta de 20% sobre 2022; saúde fica com maior fatia dos recursos 

Os municípios brasileiros registraram, até o início de julho de 2026, o maior volume de repasses por meio de emendas parlamentares em um ano eleitoral desde a criação do mecanismo. 

Segundo levantamento consolidado, as prefeituras receberam R$ 26,5 bilhões, montante 20% maior que os R$ 22,1 bilhões transferidos no mesmo período de 2022. 

O incremento é atribuído à antecipação do pagamento de emendas impositivas, determinada pelo Congresso Nacional, que obrigou o Executivo a liberar os recursos antes do início das restrições impostas pela legislação eleitoral. 

Do total de R$ 34,2 bilhões pagos em emendas federais neste ano, cerca de 77,6% tiveram como destino as administrações municipais. 

A maior parte das verbas, aproximadamente 65%, foi direcionada à área da saúde. Os recursos também atenderam ações em infraestrutura, compra de veículos e equipamentos agrícolas, além de investimentos em habitação e obras. 

Entre os itens contemplados estão ainda a realização de eventos culturais e esportivos, com 66 emendas destinadas a shows, 178 ligadas ao futebol e 111 para aquisição de tratores. 

Os municípios de Duque de Caxias (RJ) e Macapá (AP) figuraram entre os maiores beneficiários, com R$ 208, milhões e R$ 152,1 milhões, respectivamente, na cidade fluminense, quase a totalidade dos recursos foi aplicada na saúde. 

Em localidades do Amapá, como Calçoene, Pracuúba e Ferreira Gomes, as emendas representaram mais de 80% dos repasses federais aos fundos municipais de saúde. 

A execução das emendas, no entanto, voltou a gerar controvérsias no âmbito judicial. 

Neste mês, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-deputado Eduardo Cunha, sob suspeita de negociação irregular na liberação dos recursos. 

A decisão foi criticada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que afirmou não haver comprovação de desvio ou ilicitude na destinação das emendas. 

Os dados foram compilados com base em informações oficiais e em levantamentos de plataformas de transparência, que monitoram a execução orçamentária e a aplicação das verbas públicas. 

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