A presidente da APLB, professora Marlede Oliveira, explicou que a assembleia teve o objetivo de avaliar a proposta enviada pelo governo.
Em assembleia realizada pela APLB Sindicato nesta segunda-feira (17), professores da rede municipal de Feira de Santana definiram a proposta que será encaminhada à Secretaria Municipal de Educação (Seduc) sobre o calendário letivo de 2026. A principal demanda da categoria é a exclusão de aulas aos sábados.
A presidente da APLB, professora Marlede Oliveira, explicou que a assembleia teve como objetivo avaliar a proposta inicial enviada pelo governo.

“O governo em Feira de Santana envia a proposta da Seduc do calendário para a categoria para a gente discutir aqui porque vai para o conselho. Então, nós discutimos aqui os dias relativo dos 200 dias, a categoria colocou que, quanto mais não tiver [aula] aos sábados, melhor, e é isso que a gente vai levar para a proposta lá da Seduc, para que leve para o conselho, vê como é que encaixa, que prolonga os dias até dezembro, que não tenha sábado, o que for mais possível ser feito isso.”
Segundo a presidente, além da pauta do calendário, outro ponto discutido foi o acordo sobre os cortes salariais que vinham sendo reivindicados há mais de cinco anos. No último dia 13, um acordo sobre o ressarcimento foi fechado entre o sindicato e a prefeitura.
“O governo já bateu o martelo, o acordo já foi feito, a gente tinha a proposta de R$ 51 milhões e o governo, todo mundo sabe, só ofereceu R$ 16. Nós tínhamos uma comissão de três professores, representantes da base estavam presentes e todo mundo lá concordou, já que tem 5 anos e meio. Ou recebia esse dinheiro aí, que não era o desejo nosso ou então ia levar para o precatório, e não é isso que a gente quer, passar mais 30 anos para receber esse corte de salário que foi feito”, explicou Marlede ao Acorda Cidade.
Marlede também destacou que, apesar de a categoria não concordar com o valor, o processo trouxe um reconhecimento importante das lutas dos professores. “O ganho que nós temos, que eu quero aqui reafirmar desse processo nosso, foi o ganho político de dizer que o governo vivia desgastando a entidade, dizendo que a gente queria que pagasse hora extra e provou que não era hora extra e que não era deslocamento, que era gratificação. Então isso foi reconhecido pela Justiça.” (Acorda Cidade).




























