Correspondente bancária é assaltada em Coração de Maria na manhã desta segunda-feira (12/01)
  • abril 30, 2025
  • Francisco Tavares
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A Polícia Civil de Coração de Maria prendeu, na manhã desta terça-feira (29), um homem identificado pelas iniciais E.L.F., acusado de cometer uma série de crimes violentos contra sua ex-companheira, A.S.S.P. A ação faz parte da segunda fase da Operação Escudo, que visa intensificar o combate à violência doméstica e proteger mulheres em situação de vulnerabilidade. 

O agressor teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após representação feita pela Polícia Civil, com o apoio do Ministério Público, diante da gravidade dos fatos apurados. Ele foi capturado e encontra-se à disposição da Justiça. 

O relacionamento entre vítima e agressor durou aproximadamente quatro anos, período em que, segundo relatos, ele demonstrava comportamento obsessivo e violento. Com o término, a situação se agravou. O homem passou a perseguir a ex-companheira, ameaçá-la de morte e a tentar reatar o relacionamento por meio de intimidação. 

A linha do tempo dos abusos expõe uma escalada de violência alarmante: 

Janeiro de 2025: o agressor ateou fogo na residência da vítima com ela dentro, em uma tentativa clara de feminicídio, que por pouco não terminou em tragédia. 

Fevereiro de 2025: durante uma discussão, desferiu um soco na boca da mulher, provocando ferimentos visíveis. 

Março de 2025: armado com uma faca, golpeou a vítima no braço, lesionando o nervo radial, o que resultou em perda parcial de movimento do membro e sua demissão do emprego. 

Abril de 2025: intensificou a perseguição em espaços públicos, levando a vítima ao desespero e a evitar procurar ajuda, com medo das ameaças frequentes: “Se você der queixa, eu não vou ficar preso o tempo todo.” 

O delegado Idelfonso ressaltou o empenho contínuo na proteção de mulheres ameaçadas ou vítimas de violência doméstica. A operação reafirma o compromisso das forças de segurança em impedir que casos como esse terminem em feminicídio. 

A vítima segue recebendo acompanhamento psicológico e proteção policial. A Polícia Civil orienta que vítimas ou testemunhas de violência de gênero procurem imediatamente as autoridades e denunciem por meio dos canais oficiais, como o Disque 180 ou diretamente nas delegacias. 

“A prisão de hoje é um passo importante, mas seguimos vigilantes para garantir que nenhuma mulher seja silenciada pelo medo ou pela impunidade”, concluiu o Delegado Idelfonso Monteiro, responsável pela operação. 

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