Suspeito de estuprar criança de 9 anos em Feira de Santana é companheiro de avó da vítima, diz delegada 
  • outubro 8, 2025
  • Francisco Tavares
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A partir do relato da criança, a polícia tomou conhecimento que o homem já realizou outros episódios de abuso contra ela. 

A delegada Clécia Vasconcelos chamou a atenção para que pais, responsáveis e familiares reforcem o olhar sobre crianças e adolescentes para evitarem casos de abuso sexual. A titular da Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) e da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca) aproveitou a prisão de um suspeito para comentar o assunto. Conforme o portal Acorda Cidade já divulgou, um homem de 47 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (8), no conjunto Feira VI, em Feira de Santana, acusado de ter estuprado uma criança de 9 anos. O suspeito, que chegou a ser agredido fisicamente por um grupo de moradores, já foi identificado como um parente próximo da vítima. 

O perigo pode estar dentro de casa 

A delegada explicou que, a partir do relato da própria criança, a polícia tomou conhecimento de que o abusador, que é companheiro da avó da vítima, já realizou outros episódios de abuso contra ela. A menina tem o hábito de visitar a casa da avó e afirmou que, da última vez, o agressor foi mais incisivo, o que motivou a reação de procurar a delegacia. 

Delegada Clécia Vasconcelos | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade 

“A violência sexual, em geral, tem como autor uma pessoa próxima da vítima. Normalmente, é aquela pessoa que goza da confiança, do livre trânsito em casa e se aproveita dessa intimidade, do fato de estar dispondo do convívio daquela criança. Muitas vezes, o agressor se aproxima com promessas de dar doces ou fazer passeios, e a criança inocente, ou o adolescente, não vê essa maldade justamente por entender que é uma pessoa amiga”, disse a delegada. 

Um olho é aberto, o outro também 

A delegada afirmou que, após tomar conhecimento do caso da garota, foram realizados os encaminhamentos para os órgãos municipais, que se dedicam à assistência psicológica, fazerem o acompanhamento do caso, o acolhimento da garotinha e prestar o apoio especializado a família. Clécia disse que, a partir de agora, a investigação entrará na fase de construção de relatórios sobre o comportamento do suspeito. 

“A Bíblia diz que haverá um tempo em que os corações se esfriarão. Nós não podemos confiar muito nas pessoas, porque, afinal de contas, é o ser mais precioso que temos, são os nossos filhos, crianças e adolescentes. Eu aprendi que coração de gente é terra que ninguém anda. [Confiar cegamente] é um preço muito caro a ser pago, por isso não devemos arriscar. A vigilância tem que ser diuturna, nós temos casos aqui do avô, do tio, do vizinho, do padrasto e até do próprio pai biológico como abusador”, disse a delegada. 

Segurança nos detalhes 

A delegada explicou que é sempre importante que pais e responsáveis por crianças e adolescentes fiquem atentos a qualquer tipo de mudança estranha no comportamento deles. A delegada disse que é preciso fazer de tudo para proteger a integridade física e psicológica desse público e garantir um desenvolvimento positivo. 

“É uma cicatriz que demora a fechar. Precisa de um aparato, um suporte psicológico e familiar para cicatrizar. Certamente levará essa dor para o resto da vida, se não for bem tratado, bem-curado. Então é mais fácil prevenir do que propriamente remediar. E é um delito de difícil prevenção porque a gente vai viver sempre em alerta, infelizmente”, concluiu a delegada. (Acorda Cidade).

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