Discurso de Motta manda recado duríssimo aos outros poderes e reafirma papel do Congresso 
  • fevereiro 2, 2025
  • Francisco Tavares
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O Deputado Federal Hugo Mota (Republicanos-PB) foi eleito presidente da Câmara de Deputados na tarde deste sábado (01.02), com uma votação esmagadora, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) ficou em segundo lugar e o Pastor Henrique Vieira do PSOL-RJ, em terceiro.

O placar eletrônico registrou os votos de 499 dos 513 deputados. O placar ficou assim: 

Hugo Motta (Republicanos-PB): 444 votos (eleito) 

Marcel Van Hattem (Novo-RS): 31 votos 

Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ): 22 votos 

Em branco: 2 votos 

No primeiro discurso como presidente, Hugo Motta equiparou a democracia à estabilidade econômica e disse que é preciso “deixar o Brasil passar”. Enviou recados duríssimos ao Judiciário e ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o papel do Legislativo. 

“Faço um apelo, vamos deixar o Brasil passar. Não se pode mais discutir o óbvio. Nada pior para os mais pobres do que a inflação e a instabilidade na economia […] Defenderemos a democracia porque defenderemos também as melhores práticas e políticas econômicas. Defender estabilidade econômica é defender a estabilidade social.”, afirmou. 

Hugo Motta citou inúmeras vezes a democracia e a Constituição Federal, mas usou esse discurso para reafirmar que o Legislativo, na visão dele, faz parte de todas as decisões do governo – inclusive, e talvez principalmente, as do Orçamento da União. 

Cabe lembrar: com 35 anos, Motta será o primeiro presidente da Câmara nascido após a redemocratização. 

A cada frase em defesa da democracia, Hugo Motta emendava também um tema de interesse do Legislativo. 

Foi assim, por exemplo, com a citação às emendas parlamentares impositivas que, aprovadas em 2016, reduziram a margem do governo federal para usar o orçamento como moeda de troca por apoio político. 

E também, em outro momento, quando cobrou transparência “em tempo real de todos os Poderes”, marcando posição no debate acalorado sobre a lisura das emendas parlamentares que dominou o semestre passado. 

“Na questão da transparência, o que não pode haver é opacidades e transparências relativas. Porque o princípio é da igualdade entre os poderes. A praça, sempre lembremos, é dos três, e não de um nem de dois poderes. E quando não é dos três, não é a praça da democracia”, pontuou. 

Fonte: G1

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